Direito de Querer
O livre-arbítrio é uma condição dada aos homens pelo poder divino de Deus conforme é pregado pela religião, uma liberdade que conforme a Lei dos Homens no convívio em sociedade é e já foi muitas vezes retirada das pessoas, sendo por motivos racionais ou não.
Primeiramente, levando em consideração os motivos irracionais encontra-se como maiores indicadores desse fato os regimes ditatoriais que retiram a vontade e a opinião de quem é oprimido por eles, para que apenas os objetivos da parte de quem está no poder da situação sejam atingidos. Também se enquadra nesse tipo de privação as atitudes da Inquisição realizada pela Igreja Católica, que se aproveitava da crença de seus fiéis para que seus ideais expansionistas da época pudessem ser continuados por razões que se mostravam lógicas para eles no momento.
Por outro lado, também existem as reclusões de liberdade de quem é considerado uma ameaça para a sociedade, como acontece no caso dos criminosos hediondos que cometem delitos graves demais para continuarem a conviver normalmente e por isso perdem seu livre-arbítrio por muito tempo, mas essa premissa não é única, pois existem possibilidades de que outras infrações mais leves sejam cometidas e assim a punição seja mais branda, como uma perda parcial de seus direitos.
Assim, é possível compreender que a frase de Voltaire se aplica quase que obrigatoriamente ao primeiro caso, onde as pessoas não precisam concordar com o que o outro diz, mas é necessário que o respeito com as opiniões adversas seja mantido e quando o mesmo não ocorrer é importante que se lute por essa liberdade de expressão para que assim o ser humano consiga alcançar objetivos coletivos que sempre se sobressaem aos individuais.

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